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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005
Pilhas de Combustível

O hidrogénio, além de ser o elemento mais abundante no Universo, existindo em 90% de toda a matéria, é mais energético que o petróleo e tem um processo de combustão completamente limpo, pois origina vapor de água.


As pilhas de combustível convertem a energia do hidrogénio em electricidade. Estas pilhas têm uma série de unidades de reacção. Cada unidade consiste numa membrana sofisticada que separa dois canais: num canal está o gás hidrogénio e no outro o gás oxigénio.

Quando o hidrogénio é excitado por catalizadores químicos, cada átomo liberta um electrão e o ião resultante (H+) passa através da membrana que separa os canais. Do outro lado, dois iões de hidrogénio combinam-se com um átomo de oxigénio e formam água. Os electrões percorrem um longo caminho e passam pelo colector de energia gerando electricidade.


As pilhas de combustível já são utilizadas em autocarros movidos a hidrogénio com um motor eléctrico (por ex. os H2 Bus). Estes veículos são ecológicos pois não poluem o ar (libertam vapor de água) e estimulam a produção de energias alternativas. Assim, pode-se libertar a Europa da dependência dos combustíveis fósseis e contribuir para a diminuição de emissões poluentes estipulada no Protocolo de Quioto.


A alta capacidade explosiva do Hidrogénio é o principal receio, por isso, a construção dos autocarros obedeceu a critérios especiais. Os depósitos de hidrogénio gasoso e as pilhas que produzem energia para o motor eléctrico estão localizados no tejadilho do autocarro por questões de segurança. Deste modo, se existir uma fuga, o hidrogénio sobe na atmosfera pois é um elemento muito leve. O abastecimento também requer cuidados especiais: primeiro é preciso fazer uma ligação à terra e só depois se pode encher o depósito.


Em Portugal, a produção de hidrogénio é feita numa fábrica em Alenquer com recurso à electrólise da água.


Artigo retirado do site http://2010.flmid.com



Ver também os sites:


http://abae.pt/jra/concurso04


http://www.fuel-cell-bus-club.com (Projecto CUTE)


http://www.celulaacombustivel.com.br


 

publicado por nelsonfq às 14:19
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Novas Formas de Cozinhar: Placas Vitrocerâmicas

vitroceramica(2).jpg


Nos últimos anos temos assistido a uma autêntica revolução na cozinha. O aproveitamento optimizado do tempo que passamos a cozinhar, a conservação das propriedades dos alimentos, os novos hábitos de dieta e a segurança têm avançado significativamente. O tradicional sistema a gás completa-se com o cozinhar a vapor, cozinhar sobre o vidro (nas placas vitrocerâmicas), os fornos multifunções e os microondas. Cozinhar sobre o vidro foi um grande salto na cozinha, pois a limpeza é mais fácil que numa placa a gás e a cozedura pode ser controlada electronicamente através de um painel digital.


 


As placas vitrocerâmicas são placas eléctricas onde os elementos que aquecem são protegidos por uma placa em vidro vitrocerâmico. Este vidro recebe um tratamento especial, para resistir a altas temperaturas (600 ºC) e a choques correntes, actuando como condutor de calor sobre o recipiente, não difundindo o calor para fora da área de aquecimento. As placas vitrocerâmicas podem aquecer por:


 


> Radiação – utilizam resistências eléctricas que irradiam calor e aquecem os recipientes mais rapidamente que os bicos a gás, permitindo economizar energia.


 


> Halogéneo – utilizam tubos de halogéneo que emitem uma luz intensa muito quente, aquecendo os recipientes mais rapidamente que as placas vitrocerâmicas por radiação.


 


> Indução – utilizam uma bobine que gera um campo magnético, o qual atravessa o vidro da placa quando colocamos sobre ele um recipiente com fundo ferromagnético (que é atraído por um íman). O recipiente aquece devido à formação de uma corrente induzida no seu fundo. É a presença do recipiente em cima do queimador que desencadeia a produção de calor. O requisito primordial para activar o campo magnético é que o fundo do recipiente seja de ferro esmaltado, ferro fundido ou aço inox. Este sistema de aquecimento é o mais rápido de todos, sendo também mais económico e seguro porque o calor é transmitido sem aquecer o vidro, apenas quando o recipiente se encontra sobre a placa. Além disso, atinge temperaturas muito mais elevadas que os outros sistemas de aquecimento.


 


Artigo retirado de http://www.conselhos.continente.pt

publicado por nelsonfq às 12:53
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Navegar > Indústria



rodas.gif


Portal de Negócios e Programa de Televisão
http://www.portugalindustry.com


Associação dos Centros Tecnológicos de Portugal
http://www.recet.pt


Renova
http://www.renovaonline.net


Unicer
http://www.unicer.pt


Superbock
http://www.superbock.pt


Sagres
http://www.cerveja-sagres.pt


Republica da Cerveja
http://www.republicadacerveja.pt


Pedras Salgadas
http://www.pedrassalgadas.pt


Água Serra da Estrela
http://www.aguaserradaestrela.pt


Compal
http://www.compal.pt


Sumol
http://www.sumol.pt


Delta Cafés
http://www.delta-cafes.pt


Olá
http://www.ola.pt


Climar - Indústria de iluminação
http://www.climar.pt


Secil (Indústria de cimento)
http://www.secil.pt


Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica
http://www.catim.pt


 


 


 

publicado por nelsonfq às 12:45
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Navegar > Ambiente

http://ecosfera.publico.pt


http://www.energiasrenovaveis.com


http://www.ambienteonline.pt


http://www.iambiente.pt


http://www.greenweek2005.eun.org


 


 


 

publicado por nelsonfq às 12:29
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005
A Sonda Huygens Visita Titã

No dia 14 de Janeiro de 2005, o Homem deu mais um passo de gigante no conhecimento espacial. A sonda Huygens, da responsabilidade da Agência Espacial Europeia (ESA), tocou no solo de Titã, a maior lua do planeta Saturno. A missão foi um sucesso e a interpretação dos dados recolhidos vai contribuir para um grande avanço na compreensão da composição da atmosfera e da estrutura de Titã, da formação e evolução do sistema saturniano e do sistema solar como um todo.


Saturno é o sexto planeta do nosso sistema solar e o segundo maior. É constituído quimicamente por 75 por cento de hidrogénio e 25 por cento de Hélio com vestígios de água, metano e rochas. O sistema de Saturno é composto por vários satélites e anéis. Titã é o satélite que tem despertado mais curiosidade científica devido à sua camada atmosférica, que se assemelha à que os cientistas julgam ter sido a primeira atmosfera da Terra.


Os dados recolhidos por sondas como as Voyager 1 e 2, no início dos anos 80, e por telescópios na Terra não permitiram saber com exactidão como é Titã. A culpa é da atmosfera, dez vezes mais densa à superfície que a da Terra, e formada por brumas laranja-acastanhadas muito espessas que não permitem ver nada. Como um véu, essas brumas são compostas por partículas em suspensão: os aerossóis. É na formação dos aerossóis que reside um dos grandes interesses de Titã, porque pode dar pistas sobre as condições químicas na Terra antes do aparecimento da vida.


Os aerossóis resultam de uma série de reacções químicas do metano e do azoto, os principais constituintes da atmosfera de Titã tal como se pensa ter sido a nossa atmosfera primordial. A destruição do metano pela radiação solar dá origem a moléculas orgânicas cada vez mais complexas de carbono e hidrogénio (hidrocarbonetos), que se juntam em cadeia e formam as partículas em suspensão. A importância destas moléculas está no facto de terem carbono, o elemento-chave das células de todos os seres vivos. Por isso, a química do carbono é chamada química orgânica.


Como a atmosfera de Titã é favorável à criação de moléculas orgânicas, pode ser um enorme laboratório para estudar o aparecimento da vida no nosso planeta, como afirma David Luz – Astrofísico “O aparecimento da origem da vida na terra é algo que nos ultrapassa completamente. Nós simplesmente não sabemos como e que surgiu vida na terra. Sabemos que foi a 3800 milhões de anos, ou talvez até antes, mas não sabemos como é que se passou de moléculas simples que existiam na atmosfera ou nos oceanos para o primeiro organismo, capaz de se reproduzir, capaz de utilizar nutrientes do meio, enfim um ser vivo. Titã embora não tenha água líquida e sabemos que 99,999% de hipóteses de que não tenha absolutamente vida nenhuma, pode-nos elucidar sobre alguns dos caminhos químicos que foram percorridos para se chegar aos primeiros seres vivos na terra. Isto porque a atmosfera de titã tem uma constituição de alguma forma semelhante à atmosfera terrestre primitiva.”


Filipa Costa Prenda


Artigo retirado do site http://2010.flmid.com

publicado por nelsonfq às 17:36
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Navegar > Astronomia

http://astronomia-pt.tk


> Núcleo de Astronomia de Barcelinhos http://oficina.cienciaviva.pt/nastab


 

publicado por nelsonfq às 17:11
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2005
Cuidar do Ambiente
> Cada cidadão português produz, em média mais de 1 kg de resíduos por dia.
> Ao reciclarmos 1 tonelada de cartão evitamos o abate de cerca de 20 árvores.
> A produção de energia é responsável pelo consumo de recursos naturais e pelo aquecimento global do planeta.
> Na Natureza apenas 0,01 % da água é potável. Uma torneira mal fechada pode chegar a desperdiçar mais de 50 litros de água por dia.
> Muitas empresas têm preocupações ambientais. Por exemplo, segundo informações disponibilizadas pelo hipermercado Modelo, esta empresa envia mais de metade dos resídos para reciclagem (incluindo mais de 7000 toneladas de cartão por ano, o que evita o abate de cerca de 140000 árvores), para além de implementar medidas para racionalizar os consumos de água e de energia.
publicado por nelsonfq às 18:29
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Astronomia
astronomia.jpg

Ciência que estuda todos os corpos celestes do universo, incluindo os planetas e os seus satélites, os cometas e meteoros, as estrelas e a matéria interstelar, os sistemas de estrelas, conhecidos como galáxias, e os quasars. A astronomia estuda as posições, movimentos, distâncias e características físicas dos corpos celestes, bem como as suas origens e evolução.
A astronomia divide-se, assim, em vários campos: a astrometria, ou seja, o estudo observacional das posições e dos movimentos dos corpos celestes; a mecânica celeste, que descreve matematicamente o seu movimento de acordo com a teoria da gravitação; a astrofísica, o estudo da sua composição química e das características físicas a partir de análises espectrais e de teorias físicas; e a cosmologia, o estudo do universo como um todo.

Desde muito cedo que o homem se apercebeu da utilidade dos ciclos e movimentos regulares dos corpos celestes na definição do tempo e orientação no espaço. A astronomia apareceu, assim, a partir dos problemas concretos que se colocavam às primeiras civilizações, como a necessidade de estabelecer a altura das sementeiras, das colheitas e das celebrações religiosas e na orientação em viagens longas.
É provavelmente a ciência mais antiga de que se conhecem registos; existem registos de observações da antiga Babilónia, China, Egipto e México. Os egípcios foram os primeiros a descobrir que o Sol demorava aproximadamente 365 dias e noites a descrever um ciclo completo ao longo da esfera das estrelas fixas.
Os egípcios, os maias e os chineses desenvolveram muitos mapas de constelações e inventaram calendários bastante úteis, mas os babilónios foram bastante mais longe. Por volta de 400 a.C., descobriram que o movimento aparente do Sol e da Lua de oeste para este ao longo do zodíaco não tinha uma velocidade constante: até metade da sua revolução, a velocidade ia aumentando até atingir um máximo e depois ia desacelerando até atingir um mínimo.
Os babilónios descobriram como representar este ciclo aritmeticamente e conseguiam prever o dia da lua nova no calendário e as posições do Sol e da Lua em cada dia do mês. As posições e movimentos dos planetas eram igualmente calculados.

Os antigos gregos fizeram importantes contribuições científicas para a astronomia. Entre os astrónomos gregos antigos, incluíam-se Tales e Pitágoras, mas nenhum dos seus escritos sobreviveu até aos nossos dias. Por volta de 450 a.C., os gregos iniciaram um frutuoso estudo do movimento dos planetas. Eudóxio de Cnido propôs a existência de uma esfera de estrelas rodando em torno da Terra contida no seu interior e, dentro desta esfera, diferentes esferas transparentes e interconectadas rodando a diferentes velocidades e em diferentes sentidos associadas aos planetas, ao Sol e à Lua. Aristarco de Samos acreditava que os movimentos dos corpos celestes poderiam ser explicados se se considerasse que a Terra se movia em torno do seu eixo e que esta, em conjunto com os restantes planetas, se movia em torno do Sol. Esta explicação foi rejeitada por muitos filósofos gregos que encaravam a Terra como um enorme e pesado globo em torno do qual a luz e os corpos celestes incorpóreos se moviam. Esta teoria, conhecida como sistema geocêntrico, permaneceu inalterada durante 2000 anos.
Já há muito que os gregos haviam deduzido que a Terra era uma esfera e Eratóstenes de Cireno mediu o seu tamanho com uma precisão considerável.
Os gregos combinavam as suas teorias celestes com observações cuidadosas. O astrónomo Hiparco, no séc. II e Ptolomeu de Alexandria, no séc. II a.C. determinaram as posições de cerca de 1000 estrelas e desenharam catálogos estelares. Ambos postulavam que os planetas, o Sol e a Lua se moviam ao longo de um conjunto de circunferências excêntricas, com a Terra colocada próxima de um centro comum. Para explicar as variações periódicas das velocidades do Sol e da Lua e os movimentos retrógrados dos planetas, propuseram que cada um destes corpos se movia uniformemente ao longo de um segundo círculo, chamado epiciclo, que por sua vez se movia em torno do primeiro ciclo.


Astronomia grega


O livro Almagesto, por Ptolomeu de Alexandria, sumariava a astronomia grega e sobreviveu na tradução para árabe.


Os gregos ainda acreditavam que a Terra era o centro do universo, embora existissem alguns filósofos que duvidavam dessa teoria, como, por exemplo, Aristarco de Samos, que assegurava que a Terra se movia em torno do Sol.


A astronomia é, provavelmente, a ciência mais antiga de que se conhecem registos. Existem registos de observações da antiga Babilónia, China, Egipto e México. No entanto, os primeiros astrónomos foram os gregos, que deduziram que a Terra era uma esfera e que tentaram medi-la. Entre os astrónomos gregos antigos, incluiam-se Tales e Pitágoras. Eratóstenes de Cireno mediu o tamanho da Terra com uma precisão considerável. Hiparco desenhou os catálogos estelares mais célebres. O livro Almagesto, por Ptolomeu de Alexandria, sumariava a astronomia grega e sobreviveu na tradução para árabe. Os gregos ainda acreditavam que a Terra era o centro do universo, embora existissem alguns filósofos que duvidavam dessa teoria, como, por exemplo, Aristarco de Samos, que assegurava que a Terra se movia em torno do Sol.


Ptolomeu, o último grande astrónomo da escola grega, morreu por volta de 180 d.C., e durante séculos poucos progressos se registaram.


Evolução da astronomia


Os árabes fizeram renascer a ciência, desenvolvendo o astrolábio e produzindo bons catálogos estelares. No entanto, uma crença generalizada na pseudociência da astrologia persistiu até à Idade Média (sendo reavivada de tempos a tempos).


O aparecimento de uma nova era surgiu em 1543, quando um cónego polaco, Copérnico, publicou um trabalho denominado De Revolutionibus Orbium Coelestium/Sobre a Revolução dos Corpos Celestes, onde demonstrava que era o Sol, e não a Terra, o centro do sistema planetário (Copérnico estava errado em vários aspectos - por exemplo, acreditava que as órbitas celestes deveriam ser perfeitamente circulares.) Tycho Brahe, um dinamarquês, melhorou a precisão das observações, utilizando instrumentos por ele aperfeiçoados. As suas observações foram utilizadas pelo matemático alemão Johannes Kepler quando tentava demonstrar a validade do sistema de Copérnico. No entanto, existia grande oposição à alteração da posição central da Terra no universo; a Igreja Católica foi bastante hostil a esta ideia, e, ironicamente, Brahe nunca aceitou a ideia de que a Terra se movia em torno do Sol. Ainda antes do final do século XVII, o trabalho teórico de Isaac Newton estabeleceu a mecânica celeste.


O telescópio refractário foi inventado por volta de 1608, por Hans Lippershey, nos Países Baixos, e aplicado à astronomia pela primeira vez pelo cientista italiano Galileu, no Inverno de 1609-10. Imediatamente, Galileu fez uma série de descobertas espectaculares. Descobriu os quatro maiores satélites de Júpiter, que apoiavam grandemente a teoria de Copérnico; observou as crateras da Lua, as fases de Vénus e um conjunto de estrelas ténues da nossa galáxia a que hoje damos o nome de Via Láctea. O telescópio mais poderoso de Galileu aumentava apenas 30 vezes, mas pouco depois surgiam telescópios maiores e eram estabelecidos os primeiros observatórios oficiais.


O telescópio de Galileu era um refractor, ou seja, concentrava a luz através de uma lupa ou objectiva. As dificuldades que surgiam com este aparelho conduziram Newton, em 1671, a construir um reflector, em que a luz se concentrava através de um espelho curvo.


As investigações teóricas continuaram, e a astronomia fez rápidos progressos em várias direcções. O planeta Úrano foi descoberto em 1781 por William Herschel, e cedo se seguiu a descoberta dos primeiros quatro asteróides, Ceres em 1801, Pallas em 1802, Juno em 1804 e Vesta em 1807. Em 1846 Johann Galle localizou o planeta Neptuno, baseado nos cálculos do astrónomo britânico John Couch Adams e do astrónomo francês Urbain Jean Joseph Leverrier. A primeira medição da distância de uma estrela, também algo de significativo, foi efectuada em 1838 pelo astrónomo alemão Friedrich Bessel, e resultou da medição da paralaxe da estrela 61 Cygni; Bessel atribuiu-lhe uma distância no valor de 6 anos-luz (cerca de metade do valor correcto). A espectroscopia astronómica foi desenvolvida primeiro por Fraunhofer na Alemanha, a quem se seguiram Pietro Angelo Secchi e William Huggins. Entretanto, Gustav Kirchhoff interpretou com sucesso o espectro do Sol e de algumas estrelas. Por volta da década de 1860, foram obtidas boas fotografias da Lua, e, no final do século, os métodos fotográficos começaram a ter um papel preponderante em investigação.


William Herschel, provavelmente o maior observador da história da astronomia, investigou, durante o final do século XVIII, a forma da nossa galáxia e concluiu que as estrelas que a compõem estão dispostas na forma de uma lente convexa dupla. Basicamente, Herschel estava correcto, apesar de colocar o Sol perto do centro do sistema; de facto, este está mais deslocado para a orla e situa-se a 25 000 anos-luz do núcleo galáctico. Herschel também estudou as "nuvens" luminosas ou nebulosas, e sugeriu que essas nebulosas poderiam ser galáxias separadas, muito distantes da nossa galáxia. Só em 1923 o astrónomo americano Edwin Hubble, utilizando um reflector de 2,5 m no observatório do monte Wilson, foi capaz de confirmar esta hipótese. Hoje sabe-se que as "nebulosas estreladas" são galáxias a grande distância. A galáxia mais distante visível a olho nu é a grande espiral de Andrómeda, situada a 2,2 milhões de anos-luz; a galáxia mais remota até hoje medida situa-se a cerca de 10 mil milhões de anos-luz. Também é um facto que as galáxias tendem a estabelecer-se em grupos, e que esses grupos se afastavam (velocidades de recessão) uns dos outros a velocidades proporcionais às suas distâncias.


Este conceito de um universo envolvente e em expansão baseou-se, inicialmente, na lei de Hubble, que relacionava a distância entre objectos com o valor do desvio dos seus espectros para o vermelho - o desvio para o vermelho. Provas subsequentes derivadas do estudo de outras partes do espectro electromagnético de objectos, com ondas de comprimento rádio e raios-X, foram assim confirmadas. A radioastronomia estabeleceu o seu lugar no estudo da estrutura do universo em 1954, demonstrando que uma galáxia distante opticamente visível coincidia com uma poderosa fonte de sinais de rádio conhecida como Cygnus A (Cisne A). Análises posteriores comparativas do número, intensidade e distância de fontes rádio sugeriram que, num passado distante, estas, incluindo os quasares, descobertos em 1963, eram muito mais poderosas e numerosas do que hoje. Este facto sugeria que o universo se tinha desenvolvido desde a sua origem, e não tinha uma idade infinita, como enunciado pela teoria do universo estático.


A descoberta, em 1965, da radiação microondas de fundo sugeria que um resíduo sobrevivera à tremenda energia térmica provocada pela explosão gigante, ou Big Bang, que originou o aparecimento do universo.


Apesar de o limite em tamanho e eficiência dos telescópios ópticos tenha sido atingido, o posicionamento destes e de outros tipos de telescópios em novos observatórios no previamente negligenciado hemisfério Sul abriu novas áreas na pesquisa do céu. A Austrália esteve na linha de frente destes desenvolvimentos. A extensão mais recente e mais marcante da astronomia na exploração do universo reside na utilização de foguetões, satélites, estações e sondas espaciais. Até mesmo o alcance e a precisão do telescópio convencional poderão ser grandemente melhorados fora da atmosfera terrestre. Quando os EUA lançaram, em 1990, o telescópio espacial Hubble numa órbita permanente, colocaram em utilização o mais poderoso telescópio até então construído, com um espelho de 2,4 m. Este telescópio detecta fenómenos espaciais sete vezes mais distantes (acima de 14 mil milhões de anos-luz) do que os detectados por qualquer telescópio situado na Terra. Em 1992, um investimento de setenta milhões de dólares resultou na construção do maior telescópio do mundo até à data: o Keck Observatory da Fundação Keck, sediada no Hawai. Este telescópio incorpora uma inovação importante em termos de design: o seu espelho tem 10 metros de diâmetro, sendo constituído por 36 espelhos idênticos justapostos, o que não só reduz o seu peso, como torna mais simples a tarefa de polimento. O Keck II está já em construção, aguardando-se o início das suas operações.


Astronomia em Portugal


O Almanaque Perdurável, datado do segundo quartel do século XIV, em pleno reinado de D. Dinis, é o documento mais antigo referente à astronomia. Além deste, existiram na época mais três almanaques contendo tábuas astronómicas, previsões de eclipses, etc. O Almanach Perpetuum, publicado no século XV, da autoria de Abraão Zacuto, foi de grande importância para a elaboração das tábuas astronómicas dos pilotos portugueses. O matemático Pedro Nunes descobriu o nónio circular, forneceu a explicação dos crepúsculos e escreveu o Tratado da Sphera. Em 1723, foi criado em Lisboa, no Colégio de Santo Antão, um observatório astronómico, propriedade dos jesuítas. Eusébio da Veiga, que aí leccionava, publicou o Planetário Lusitano, contendo as primeiras efemérides astronómicas organizadas em Portugal (1757-1760). D. João V também possuiu um observatório, mandado instalar no seu paço, em Lisboa, no qual os jesuítas Carbone e Capacci fizeram observações importantes, apreciadas por associações científicas estrangeiras. Em 1863, D. Pedro V fundou o Real Observatório de Lisboa, cujo primeiro director foi Frederico Augusto Oom. Em plena administracção pombalina, foi restaurada a cadeira de astronomia na Universidade de Coimbra, cujo observatório se concluiu em 1799.



Artigo retirado da Biblioteca Universal
2000 © Texto Editores


publicado por nelsonfq às 17:59
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2005
Efeitos do Tabaco na Saúde

A Organização Mundial de Saúde reconhece o problema do tabaco como uma das principais causas de morte prematura. Depois da Irlanda proibir o fumo nos restaurantes e pubs, foi a vez dos Estados Unidos irem mais longe e alargarem a proibição a algumas praias. Em Portugal há que tomar medidas preventivas porque, apesar do número de homens fumadores estar a diminuir, há cada vez mais mulheres adeptas dos cigarros.


O fumador reduz em média 10 anos à sua esperança de vida. O tabaco mata mais cedo e é responsável pelo elevado número de mortes prematuras em todo o mundo. Nos países industrializados, estima-se que um em cada dois fumadores venha a morrer de doença relacionada com o consumo do tabaco.


Mistura explosiva


Um cigarro reúne mais de 4200 compostos químicos, 32 dos quais têm um efeito cancerígeno: nicotina, monóxido de carbono, alcatrão e formol são apenas alguns dos ingredientes de uma mistura que causa danos irreversíveis no indivíduo.

A nicotina acelera a frequência cardíaca e torna os vasos sanguíneos mais estreitos, causando problemas cardiovasculares.

O monóxido de carbono dos cigarros, o mesmo do escape dos automóveis, fixa-se nos glóbulos vermelhos que transportam oxigénio aos vários órgãos do corpo.

No aparelho respiratório, 90% dos cancros são devido ao tabaco e 65% dos tumores da boca, laringe e faringe incide sobre fumadores. Para além das doenças cancerígenas, o efeito dos cigarros no corpo humano pode provocar cegueira e surdez súbita, envelhecimento precoce da pele das mulheres e impotência no homem.


Não fume por favor


Na Europa, o tabaco é responsável por cerca de meio milhão de mortes em cada ano.
Um número assustador que tem motivado a luta contra o tabagismo por toda a união europeia.


Os países escandinavos, França e Inglaterra lideram a luta através de medidas de repressão económica como o aumento em flecha do preço dos maços de cigarros.
Recentemente a Irlanda juntou-se à luta e proibiu o consumo dentro dos bares e restaurantes.

Em Portugal a taxa de fumadores ronda os 17%. Uma percentagem que está longe de ser das mais elevadas da Europa mas que ainda não é satisfatória. Há menos homens a fumar do que há dez anos atrás, mas o número de mulheres fumadoras tem vindo a crescer e muito.


Só no ano 2000 morreram perto de cinco milhões de pessoas, em todo o mundo, devido a doenças relacionadas com o tabaco. Nas duas primeiras décadas deste século a Organização Mundial de Saúde estima que mais de 100 milhões de fumadores poderão morrer em todo o mundo.


Se ainda não estiver convencido saiba, por exemplo, que 20 minutos depois de deixar de fumar o ritmo da pulsação volta ao normal. Um dia depois, os pulmões começam a eliminar os detritos do fumo e passadas 72 horas sobre o último cigarro os brônquios relaxam e começa a respirar melhor. Três a nove meses depois o aparelho respiratório está mais activo, verificando-se menos tosse e uma melhor capacidade pulmonar.


Se estes argumentos não foram suficientes, talvez o ajude saber que ao fim de um ano sem fumar um maço de cigarros por dia poupou pelo menos 750 euros.


Soraia Ramos de Deus
Artigo retirado do site http://2010.flmid.com


 

publicado por nelsonfq às 15:33
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2005
Polição do Ar pelos Automóveis
Existem milhões de carros em Portugal, e todos eles emitem diariamente grandes concentrações de gases poluentes. A situação é preocupante nos principais centros urbanos onde o tráfego automóvel é intenso.

Se acelerar a fundo até pode impressionar os outros condutores, mas saiba está, seguramente, a gastar mais combustível e a poluir o ar. Do escape de um automóvel ligeiro saem quatro gases nocivos: o monóxido de carbono, os hidrocarbonetos, emitidos quando o carro inicia o percurso, o óxido de azoto, nos automóveis a diesel, e as partículas, correspondentes ao combustível que se evapora. A emissão destes gases aumenta nas chamadas situações de pára-arranca. Imaginemos o efeito de milhares de carros em cidades onde o trânsito intenso obriga a paragens constantes.

Pode-se criar um carro-laboratório, equipado com aparelhos que, durante a condução, permitem analisar parâmetros que relacionam o desempenho do automóvel e do condutor com o impacto ambiental. A recolha de dados é feita durante uma condução citadina simulando os principais erros da maioria dos automobilistas em zonas de maior e menor tráfego. Uma sonda no escape analisa as emissões e um leitor de veículo monitoriza os dados relativos à temperatura, velocidade e caudais. A relação entre as diferentes informações caracteriza a condução e permite elaborar um mapa para cada percurso efectuado.

Deste tipo de estudo, conclui-se que uma condução inconstante, com grandes variações de velocidade, gasta mais combustível e polui mais. Ao acelerar, há uma injecção extra de combustível que vai aumentar a emissão de gases. Os carros a gasolina poluem cerca de 90% do total nos primeiros minutos de viagem quando o motor ainda está frio.

As portagens, os semáforos e as rotundas também são inimigas do ambiente. Por exemplo, a paragem e consequente arranque a que obriga um sinal vermelho pode aumentar até 55% as emissões de monóxido de carbono de um veículo. A situação agrava-se nas portagens. Nas zonas de pagamento mais movimentadas as medições da qualidade do ar indicam que os níveis de CO podem atingir valores 400 vezes superiores ao mesmo local sem a paragem obrigatória.

Assim, deve-se utilizar o automóvel de um modo mais sustentado e recorrer aos transportes públicos sempre que for possível.
publicado por nelsonfq às 14:00
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