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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005
A Sonda Huygens Visita Titã

No dia 14 de Janeiro de 2005, o Homem deu mais um passo de gigante no conhecimento espacial. A sonda Huygens, da responsabilidade da Agência Espacial Europeia (ESA), tocou no solo de Titã, a maior lua do planeta Saturno. A missão foi um sucesso e a interpretação dos dados recolhidos vai contribuir para um grande avanço na compreensão da composição da atmosfera e da estrutura de Titã, da formação e evolução do sistema saturniano e do sistema solar como um todo.


Saturno é o sexto planeta do nosso sistema solar e o segundo maior. É constituído quimicamente por 75 por cento de hidrogénio e 25 por cento de Hélio com vestígios de água, metano e rochas. O sistema de Saturno é composto por vários satélites e anéis. Titã é o satélite que tem despertado mais curiosidade científica devido à sua camada atmosférica, que se assemelha à que os cientistas julgam ter sido a primeira atmosfera da Terra.


Os dados recolhidos por sondas como as Voyager 1 e 2, no início dos anos 80, e por telescópios na Terra não permitiram saber com exactidão como é Titã. A culpa é da atmosfera, dez vezes mais densa à superfície que a da Terra, e formada por brumas laranja-acastanhadas muito espessas que não permitem ver nada. Como um véu, essas brumas são compostas por partículas em suspensão: os aerossóis. É na formação dos aerossóis que reside um dos grandes interesses de Titã, porque pode dar pistas sobre as condições químicas na Terra antes do aparecimento da vida.


Os aerossóis resultam de uma série de reacções químicas do metano e do azoto, os principais constituintes da atmosfera de Titã tal como se pensa ter sido a nossa atmosfera primordial. A destruição do metano pela radiação solar dá origem a moléculas orgânicas cada vez mais complexas de carbono e hidrogénio (hidrocarbonetos), que se juntam em cadeia e formam as partículas em suspensão. A importância destas moléculas está no facto de terem carbono, o elemento-chave das células de todos os seres vivos. Por isso, a química do carbono é chamada química orgânica.


Como a atmosfera de Titã é favorável à criação de moléculas orgânicas, pode ser um enorme laboratório para estudar o aparecimento da vida no nosso planeta, como afirma David Luz – Astrofísico “O aparecimento da origem da vida na terra é algo que nos ultrapassa completamente. Nós simplesmente não sabemos como e que surgiu vida na terra. Sabemos que foi a 3800 milhões de anos, ou talvez até antes, mas não sabemos como é que se passou de moléculas simples que existiam na atmosfera ou nos oceanos para o primeiro organismo, capaz de se reproduzir, capaz de utilizar nutrientes do meio, enfim um ser vivo. Titã embora não tenha água líquida e sabemos que 99,999% de hipóteses de que não tenha absolutamente vida nenhuma, pode-nos elucidar sobre alguns dos caminhos químicos que foram percorridos para se chegar aos primeiros seres vivos na terra. Isto porque a atmosfera de titã tem uma constituição de alguma forma semelhante à atmosfera terrestre primitiva.”


Filipa Costa Prenda


Artigo retirado do site http://2010.flmid.com

publicado por nelsonfq às 17:36
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