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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2005
Saturno
saturno.jpg

O segundo maior planeta do Sistema Solar e o sexto a contar do Sol. É facilmente reconhecível por estar cercado por anéis equatoriais brilhantes e facilmente visíveis. Visto através de telescópios, apresenta uma cor ocre. Saturno efectua uma órbita em torno do Sol cada 29,46 anos, a uma distância média de 1 427 000 000 km. O seu diâmetro no equador é de 120 000 km, mas o seu diâmetro polar é cerca de 12 000 km menor, como resultado da rápida velocidade de rotação e da sua baixa densidade, a mais baixa de todos os planetas do Sistema Solar.

Saturno leva cerca de 10 horas e 14 minutos a dar uma volta completa em torno do seu eixo, se a medida for tirada na equador; em latitudes mais elevadas leva 10 horas e 40 minutos. A sua massa é 95 vezes superior à massa da Terra, e o seu campo magnético é 1000 vezes mais intenso.

Pensa-se que Saturno tem um pequeno núcleo de rocha e ferro, encerrado em gelo e envolto por uma profunda camada de hidrogénio líquido. Existem 18 luas conhecidas, a maior das quais é Titã. Os anéis, visíveis da Terra, começam a cerca de 14 000 km dos cumes das nuvens do planeta e estendem-se até cerca de 76 000 km. Constituídos por pequenos pedaços de gelo e rocha (em média com 1 m de diâmetro), os anéis têm 275 000 km de arco, mas apenas 100 m de espessura. As sondas Voyager mostraram que, na realidade, os anéis são constituídos por milhares de pequenos anéis muito próximos, semelhantes às ranhuras dos discos de vinil.

Tal como sucede em Júpiter, a superfície visível de Saturno consiste num turbilhão de nuvens, provavelmente constituídas por amónia congelada a uma temperatura de -170 °C; no entanto estas nuvens não são tão intrigantes como as de Júpiter.

As sondas espaciais Voyager 1 e 2 detectaram ventos que atingem os 1800 km/h. Estas sondas fotografaram numerosas pequenas luas em órbita em torno de Saturno, elevando o total de satélites para 18, mais do que os existentes em qualquer outro planeta. A maior lua, Titã, tem uma atmosfera densa.

Quando observados da Terra, os anéis de Saturno parecem divididos em três secções principais. O anel A, o mais exterior, é separado do anel B, o mais brilhante, pela divisão de Cassini (que deve o nome ao seu descobridor, o astrónomo italiano Giovanni Cassini), com 3000 km de largura; o anel interior, o anel transparente C, é também designado por anel de Crepe. Cada pequeno anel do sistema de anéis é constituído por um enxame de partículas geladas como bolas de neve, com diâmetros que podem ir de apenas alguns centímetros a alguns metros. Para lá do anel A existe o estreito e ténue anel F, que as sondas Voyager mostraram ser trançado ou torcido. Os anéis de Saturno poderão ser restos de uma lua estilhaçada ou poderão ter sempre existido na sua presente forma.


Artigo retirado da Biblioteca Universal
2000 © Texto Editores




publicado por nelsonfq às 17:11
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