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Terça-feira, 4 de Outubro de 2005
Clara Pinto Correia (1960 - )

clarapintocorreia.jpg


Escritora e investigadora científica portuguesa, natural de Lisboa. Licenciou-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e obteve o doutoramento em Biologia Celular no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, tendo posteriormente feito um pós-doutoramento em clonagem de mamíferos na Universidade de Massachusetts. Foi assistente estagiária de Biologia Celular e de Histologia e Embriologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.


Trabalhou como jornalista e também como investigadora em Biologia Celular na Fundação Gulbenkian. Prosseguiu a carreira académica nos Estados Unidos (em Buffalo e Amherst), onde executou o projecto do seu doutoramento em Biologia Celular (1992) pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, e onde colaborou com o paleontólogo Stephen Jay Gould, da Universidade de Harvard, especializando-se em História das Ciências entre 1994 e 1996, e celebrando um contrato para a redacção de um livro sobre História das Teorias da Reprodução.


Foi docente de História da Ciência e directora do curso de pós-graduação em Biologia do Desenvolvimento na Universidade Lusófona e coordenadora de pós-graduações e mestrados da mesma universidade. É ainda professora convidada do Instituto Superior de Agronomia e, desde 1996, professora auxiliar no Department of Veterinary and Animal Sciences da Universidade de Massachusetts (EUA).


Colaborou com crónicas em publicações periódicas e em programas de divulgação científica na rádio e na televisão e teve colaboração científica dispersa por várias publicações científicas nacionais e estrangeiras, dedicando-se igualmente à realização de conferências em congressos e universidades.


Em 2003, viu-se envolvida num escândalo de plágio quando foi acusada de ter plagiado um artigo da revista The New Yorker para assinar uma das suas crónicas na revista Visão. Esta questão acabou por lhe custar a colaboração que mantinha com esta publicação portuguesa.


Entre as suas obras de divulgação científica, contam-se Os Bebés-Proveta (1986), Histórias Naturais (1988), Portugal Animal (1991), Clonai e Multiplicai-vos (1997), The Ovary of Eve/O Ovário de Eva (1997), Clones Humanos - A Nossa Autobiografia Colectiva (1999), O Mistério dos Mistérios (1999), Dodologia - Um Voo Planado Sobre a Modernidade (2001), Deus ao Microscópio (2002), Portugal Animal (2002) e Os Monstros de Deus - A Humanidade e as Suas Lendas: Do Espermatozóide ao Verme (2003). Tem também uma vasta obra de ficção e ensaio, iniciada com Agrião (1984), e que prosseguiu com Um Esquema (1985), E se Tivesse a Bondade de Me Dizer Porquê? (1986), Adeus, Princesa (1987), Um Sinal dos Tempos (1988), Ponto Pé de Flor (1990), Domingo de Ramos (1994), A Música das Esferas (1995), Mais Marés que Marinheiros (1996), A Pega Azul (1996), Mais Que Perfeito (1997), Os Mensageiros Secundários (1999), Morfina (2000), Os Mensageiros Secundários (2000), As Festas Secretas Pela Mão de Maia (2001), A Arma dos Juízes (2002), Assim na Terra Como no Céu (2003), Trinta Anos de Democracia e Depois, Pronto (2004) e No Meio do Nosso Caminho (2005).


Clara Pinto Correia é também autora de obras de literatura infanto-juvenil, entre as quais O Sapo Francisquinho (1986), Vitória, Vitória (1991), Quem Tem Medo Compra um Cão (1991), A Canção dos Dinossauros (1992), A Minha Alma Está Parva (1992), A Mulher Gorda (1992) e A Ilha dos Pássaros Doidos (1994). Entre as suas obras de poesia, contam-se Canções das Crianças Mortas (1989) e No Pó da Bagagem (1993). É também autora dos livros de crónicas Campos de Morangos Para Sempre (1987), The Big Easy (1995) e O Melhor dos Meus Erros (2003).


Fonte: http://www.universal.pt

publicado por nelsonfq às 22:28
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