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O CURIOSO

O CURIOSO

24
Ago05

Ambiente: Pequenas acções que fazem muita diferença

nelsonfq
Numa época em que tanto se ouve falar de atitudes ecológicas, porque não implementar algumas sugestões que por aí abundam? Aplicando os procedimentos aqui apresentados, tanto pais como filhos poderão contribuir para a protecção do meio ambiente. Ao ser uma partícula pequena mas eficaz deste imenso projecto poderá dormir descansado(a) pois fez uma boa acção todos os dias...

Cuidados com o lixo e resíduos


Para começar saiba que se separar todo o lixo reciclável (papel, vidro, embalagens, pilhas e lixos orgânicos) e o encaminhar da forma correcta, ao fim de um ano a quantidade de lixo produzido será equivalente a apenas um pouco mais que o seu peso em adulto. Isto contrastará decerto com a quantidade de lixo equivalente a 10 vezes o seu peso como adulto que seria produzida caso não tivesse o cuidado de reciclar.

Se também se preocupar com a fauna marinha saiba que até esta pode usufruir de uma pequena ajuda. Por exemplo, cada elemento de plástico presente nas tampas das embalagens de líquidos enviado para o esgoto (e que acabará no mar) demora cerca de 400 anos a decompor-se. Neste período de tempo muitos são os animais marinhos que poderão ser apanhados nesta armadilha humana e que acabarão por morrer asfixiados ou presos. A nossa contribuição vai no sentido de dar um pequeno corte em cada argola antes de a colocar no lixo, porque actualmente cerca de 1 000 000 de aves marinhas e mais de 100 000 mamíferos marinhos morrem todos os anos devido à poluição por plásticos.

Saiba que reduzir a velocidade e respeitar os limites impostos por lei sempre que conduz não promove apenas a sua segurança; pode igualmente contribuir para a melhoria da qualidade do ar que respiramos.
Isto porque por cada automóvel que circula são emitidas quantidades enormes de resíduos que são prejudiciais para a atmosfera, nomeadamente dióxido de carbono e outros gases causadores do efeito de estufa. Se 1000 pessoas adoptarem o hábito de diminuir a velocidade de 120 para 100 km/hora, por exemplo, no final de um ano terão evitado o envio de cerca de 5,5 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera.
Andar a pé não é apenas um hábito que contribui para a boa saúde, pode também ser um ponto de partida para a menor poluição do ambiente. Saiba também que cada automóvel fabricado implica a produção de 25 toneladas de resíduos.

Cuidados com a água


Uma pessoa bebe em média cerca de 2600 litros de água em três anos. Uma vez que no mundo existe apenas 0,06% de água potável e que em cada duche de 5 minutos diários numa família de 4 pessoas são gastos precisamente os mesmos litros, porque não reduzir o tempo que a sua família passa a tomar duche?

Sem nos apercebermos, produzir 1 quilograma de carne exige 100 vezes mais água doce que, por exemplo, 1 quilograma de trigo. A contribuição de cada um de nós (pelo menos 1000 pessoas) advirá do facto de, pelo menos uma vez por mês, substituirmos uma refeição de carne por um prato vegetariano, poupando assim mais de 100 000 m 3 de água doce. Curiosamente, este número é o equivalente à quantidade de água que 5500 pessoas necessitam para tomar duche todos os dias, durante um ano.

Sempre que se utiliza a casa de banho, nomeadamente em cada descarga de autoclismo, a água potável que é usada desaparece em direcção ao esgoto em quantidades mais elevadas que o necessário: cerca de 10 a 15 litros. Para evitar este desperdício poderá colocar uma garrafa cheia de água ou de areia no depósito do autoclismo e a água poupada chegará aos 800 litros por mês. O aquário central do Oceanário de Lisboa poderia ser enchido na totalidade caso 1000 pessoas adoptassem esta medida durante 9 meses.

Além destes passos poderá tomar outras iniciativas, designadamente a participação em limpezas de praias, em associações de protecção ambiental, em denúncias de atitudes ou comportamentos que prejudiquem o ambiente e cativar três amigos para se juntarem a si nesta luta para a conservação do nosso planeta


Bibliografia:

Brochura "Faça a Diferença", publicada pelo
Oceanário de Lisboa (adaptado).
In http://www.educacao.te.pt/pais_educadores/index.jsp?p=86&id_art=175
23
Ago05

Google Earth

nelsonfq
Explore, Search and Discover - A 3D interface to the planet. Want to know more about a specific location? Google Earth combines satellite imagery, maps and the power of Google Search to put the world's geographic information at your fingertips.

> Google Earth > http://earth.google.com

23
Ago05

Recicle as radiografias

nelsonfq

Entregue em qualquer farmácia do país as radiografias sem valor clínico ou guardadas há mais de 5 anos. Esta campanha de reciclagem é promovida pela Assistência Médica Internacional.


As radiografias que vão parar ao lixo são poluentes devido ao nitrato de prata que faz parte da sua composição. Com a reciclagem, em cada tonelada obtém-se cerca de 10 kg de prata, que, após ser vendida no mercado, ajuda a AMI a salvar vidas e aliviar sofrimentos, através do seu projecto de acção social em Portugal e nas suas missões internacionais.


In http://www.cm-seixal.pt/ambiente/amb_home.html</span>


23
Ago05

Recicle as embalagens

nelsonfq

A Sociedade Ponto Verde (SPV), a única entidade responsável, a nível nacional, pela valorização (aproveitamento) e reciclagem de embalagens usadas, anunciou recentemente a possibilidade de reciclar, a partir de agora, as embalagens de plástico que tenham contido óleos alimentares.


Esta medida exigiu adaptações da parte da Unidade Recicladora de embalagens de plástico de PET (tipo de plástico utilizado para produzir garrafas de água, óleo, refrigerantes, etc.), o que vai permitir aumentar as taxas de retoma deste tipo de embalagem. Dito de outra maneira: a reciclagem urbana do plástico pode ascender aos 7%.



Num momento, em que a palavra de ordem é, cada vez mais, Reciclar para Não Desperdiçar, contrariando, assim, a actual tendência consumista que conduz ao desperdício de matérias-primas, algumas delas em vias de se esgotarem, a reciclagem das embalagens referidas constitui um importante passo no cumprimento da directiva comunitária que estabelece em 55% a taxa mínima de reciclagem das embalagens até 2011 para os seus Estados-Membros.


Comparativamente com outros países europeus, Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer até atingir essa meta, se atentarmos para o facto de Portugal reciclar apenas cerca de 15% das embalagens colocadas no mercado, dado este fornecido pela Sociedade Ponto Verde.



Esta realidade, responsabiliza não só os produtores de resíduos de embalagens, mas também todos nós consumidores das mesmas que temos um papel determinante na redução da quantidade de resíduos produzidos que vão para aterros sanitários, através do simples gesto de separarmos os diversos tipos de embalagens nas nossas casas e da sua correcta deposição nos respectivos  contentores  do Ecoponto.



Lembramos que, até há pouco tempo, as embalagens de óleo alimentar não eram passíveis de reciclagem, tendo como destino final o aterro sanitário. No entanto, e em boa hora, esta situação alterou-se e, de agora em diante, os cidadãos já podem separar as suas embalagens plásticas de óleo que devem ser depositadas no contentor Amarelo (Embalão) dos Ecopontos.



Colabore neste gesto, para a melhoria da qualidade de vida de todos nós. As futuras gerações e o Ambiente agradecem!


In http://www.cm-seixal.pt/ambiente/amb_home.html

21
Ago05

Água. Usando Bem, Mais Gente Tem

nelsonfq
"Água. Usando bem, mais gente tem" é o mote da campanha de sensibilização que a Comissão para Seca 2005 está a promover a nível nacional. Com o objectivo de alertar os cidadãos para os riscos da actual situação de seca, assim como promover as boas práticas e o uso racional da água nos vários cenários de uso (agricultura, pecuária, doméstico, industrial e municipal) esta campanha apresenta várias situações do dia-a-dia nas quais se deve fazer um uso mais responsável deste recurso escasso.</span></p>

Águas de Portugal > www.adp.pt
Instituto da Água > www.inag.pt
Instituto Regulador de Águas e Resíduos > www.irar.pt
AgroPortal > http://www.agroportal.pt/nseca.asp

21
Ago05

Protocolo de Quioto

nelsonfq
aquecimentodaterra.jpg 
Protocolo de cooperação internacional relativo às questões ambientais que visa diminuir as emissões de gases para a atmosfera que provocam o aumento do efeito de estufa no planeta, a fim de travar o crescente aquecimento global. O Protocolo de Quioto foi adoptado em Quioto, no Japão, a 11 de Dezembro de 1997, com o objectivo de implementar a Convenção das Nações Unidas Sobre as Alterações Climáticas, assinada em 1992. Depois de entrar em vigor, a 16 de Fevereiro de 2005, obriga legalmente os países industrializados que o ratificaram a reduzir as suas emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa (dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, hidrofluorocarbonetos, perfluorocarbonetos e hexafloreto de enxofre), em pelo menos 5% em relação aos valores de 1990 no período entre 2008 e 2012.

O maior contratempo para a entrada em vigor do Protocolo de Quioto surgiu em Março de 2001, quando a administração de George W. Bush decidiu que os Estados Unidos da América não fariam parte do Acordo. Apesar de Bill Clinton ter assinado o protocolo, a posterior administração Bus decidiu que os EUA não iriam ratificá-lo, alegando para isso razões económicas, o que comprometeu a entrada em vigor do protocolo, uma vez que, para que isso acontecesse, era necessário que 55 dos países industrializados responsáveis pela emissão de 55% dos gases responsáveis pelo efeito de estufa na atmosfera o ratificassem. Uma vez que os EUA eram os maiores produtores detse topo de gases, detendo uma fatia de 25% nas contas globais da sua emissão para a atmosfera, era necessário que os outros países poluidores decidissem ratificar o protocolo.


A solução acabaria por chegar da Federação Russa, que, em Maio de 2004, decidiu que iria ratificar o protocolo e possibilitar assim a sua entrada em vigor em Fevereiro de 2005.


As origens


O Protocolo de Quioto nasceu da necessidade de a Convenção das Nações Unidas Sobre as Alterações Climáticas pôr em prática as disposições que havia estabelecido aquando da sua criação em 1992. Assim, na terceira Conferência das Partes, que teve lugar na cidade japonesa de Quioto, em Dezembro de 1997, a redacção do Protocolo de Quioto colocou por escrito os compromissos que os países signatários da Convenção deveriam cumprir para atingirem o objectivo comum de tentar parar o aquecimento global do planeta. Aquando da sua redacção, o protocolo limitava-se a delinear algumas regras básicas, não definindo a forma como seriam implementadas na prática. Além disso, foi definido que o protocolo teria de sofrer um processo de assinatura por parte dos países interessados e de posterior ratificação. Só depois de ratificado poderia o protocolo entrar em vigor, o que só veio a acontecer em Fevereiro de 2005.


Foram necessárias várias iniciativas intercalares, como o Plano de Acção de Buenos Aires (1998), os Acordos de Bona (2001) e os Acordos de Marraquexe (2001), para que ficasse definida a forma como seriam implementados os pressupostos previstos no Protocolo de Quioto.


De acordo com as resoluções da Convenção, foram criados três grupos principais de países, consoante a sua importância a nível económico e a sua intervenção nas alterações climáticas do planeta. Assim, a Convenção dividiu os grupos de países em Anexo I, Anexo II e Não-Anexo I.


Os países


O Anexo I compreende os países industrializados que eram membros da OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico) em 1992 e os países com economias de transição. Neste grupo inclui-se Portugal.


O Anexo II compreende os membros da OCDE presentes no Anexo I mas deixa de fora os países com economias de transição.


Os países do Não-Anexo I são, na sua maioria, países em vias de desenvolvimento, alguns deles identificados como especialmente vulneráveis ao impacto das alterações climáticas. No entanto, neste grupo incluem-se também países que, pela dependência económica que têm dos combustíveis fósseis em termos de produção e comercialização, podem ser mais vulneráveis ao impacto económico resultante de eventuais medidas de resposta às alterações climáticas.


Segundo a Convenção que subscreveram em 1992, todos os países se encontram sujeitos aos compromissos gerais de resposta às alterações climáticas e à obrigatoriedade de um inventário das suas emissões de gases poluentes.


O Protocolo de Quioto


O maior passo em frente para a Convenção das Nações Unidas Sobre as Alterações Climáticas foi a adopção, em 1997, do Protocolo de Quioto, que estabelecia objectivos para os valores de emissão de gases responsáveis pelo efeito de estufa para os países industrializados, para os quais foram estabelecidas regras com os Acordos de Marraquexe, em 2001.


O Protocolo de Quioto complementa e fortalece a Convenção, uma vez que se baseia nos mesmos princípios e objectivos. Além disso, obedece à mesma divisão em grupos de países (Anexo I, Anexo II e Não-Anexo I) e só aceita como seus signatários os países que subscreveram a Convenção, apesar de estes não serem obrigados a ratificar o Protocolo (como aconteceu com os EUA que, em 2001, anunciaram que não iriam ratificá-lo, pondo em risco todo o processo).


Com a entrada em vigor do Protocolo, todos os países que o ratificaram se comprometem a um conjunto de medidas, que incluem iniciativas para melhorar a qualidade das emissões de gases para a atmosfera, a promoção de tecnologia amiga do ambiente e a cooperação na pesquisa científica e observação climática.


No entanto, o grande desafio coloca-se aos países mais industrializados, os do Anexo I, que ficam obrigados a, durante o período de 2008 a 2012, reduzir os seus níveis de emissão de gases para a atmosfera em pelo menos 5% em relação aos seus valores de 1990, sendo que os países com economias de transição podem escolher um outro ano como base. Para cumprirem os objectivos do Protocolo de Quioto, os países do Anexo I devem implementar políticas e medidas de alteração climática nacionais que tenham um efeito a nível global. O Protocolo não especifica de que forma devem os países reduzir as suas emissões dos seis gases que contribuem para o efeito de estufa, mas sugere algumas medidas, tais como, a promoção da utilização de energias renováveis, a promoção da agricultura sustentável, o encorajamento de reformas em sectores responsáveis pela emissão de gases poluentes, o desenvolvimento de reservatórios de gases de efeito de estufa e a redução das emissões de gases pelo sector dos transportes.


O Protocolo presta especial atenção aos problemas dos países em vias de desenvolvimento, dando ênfase às necessidades específicas dos países menos desenvolvidos e dos países particularmente vulneráveis aos impactos quer das alterações climáticas, quer das mudanças económicas que a resposta a este problema pode acarretar. Assim, os países do Não-Anexo I devem fornecer informação acerca das suas necessidades e problemas específicos.


Mecanismos de Quioto


O Protocolo de Quioto definiu três "mecanismos de flexibilidade" para reduzir os custos do cumprimentos dos seus objectivos de emissões de gases. Estes mecanismos possibilitam que as Partes tenham acesso a medidas rentáveis para reduzir as emissões ou remover o dióxido de carbono da atmosfera noutros países.


Os mecanismos baseiam-se no sistema de registo dos objectivos do Protocolo, segundo o qual a quantidade de redução de emissões de cada país do Anexo I é dividida em unidades. Estas unidades contribuem para as bases dos mecanismos de Quioto ao permitirem que um país ganhe créditos por acções realizadas noutros países e que possam ser contabilizadas para os seus próprios objcetivos.


Os mecanismos de Quioto são: i) a implementação conjunta, que possibilita que os países do Anexo I implementem projectos de redução de emissão de gases responsáveis pelo efeito de estufa ou de remoção de dióxido de carbono da atmosfera noutros países do Anexo I, em troca de unidades de redução de emissões; ii) o mecanismo de desenvolvimento limpo, que possibilita que os países do Anexo I implementem projectos de redução de emissões em países do Não-Anexo I ou de absorção do dióxido de carbono através de actividades de florestação ou reflorestação, em troca de reduções de emissões certificadas, ao mesmo tempo que ajudam esses países a atingir um desenvolvimento sustentável e contribuem para o objectivo fulcral da Convenção; iii) a troca de emissões, que possibilita que os países do Anexo I adquiram unidades de outros países do Anexo I.


In http://www.universal.pt

21
Ago05

Atmosfera

nelsonfq
atmosfera.jpg 
A atmosfera é o conjunto de gases que envolvem a Terra. A atmosfera terrestre é impedida de se libertar do planeta para o espaço pela acção da força da gravidade. A pressão atmosférica decresce à medida que se sobe em altitude na atmosfera. Na camada inferior, a atmosfera é composta por azoto (78%) e oxigénio (21%), ambos sob a forma molecular (dois átomos ligados). O restante 1% é essencialmente árgon, com pequenas percentagens de outros gases, incluindo vapor de água e dióxido de carbono. A atmosfera desempenha um papel essencial em vários ciclos da natureza (o ciclo da água, o ciclo do carbono e o ciclo do azoto). Constitui a principal fonte industrial de azoto, oxigénio e árgon, que se obtêm por destilação fraccionada do ar líquido.

A camada inferior da atmosfera, a troposfera, é aquecida pela Terra, por sua vez aquecida pela radiação solar infravermelha e da banda visível. O ar quente arrefece à medida que sobe na troposfera, provocando a precipitação e a maioria dos fenómenos meteorológicos. Contudo, as radiações infravermelhas e da banda visível constituem apenas uma parte da radiação electromagnética proveniente do Sol. A maioria das radiações ultravioletas de baixo comprimento de onda são filtradas pelas camadas superiores da atmosfera. O processo de filtragem é um processo activo: a altitudes superiores aos 50 km, os fotões ultravioletas colidem com os átomos da atmosfera, libertando electrões, para formar um plasma de electrões e iões com carga positiva. A ionosfera resultante actua como um reflector de ondas rádio, possibilitando às transmissões via rádio um «salto» entre pontos à superfície da Terra, muito distantes entre si.


Ondas de diferentes comprimentos são melhor reflectidas a diferentes altitudes. As colisões entre fotões ultravioletas e átomos produzem um aquecimento da atmosfera superior, embora a temperatura desça na termosfera, do seu topo para a base, à medida que os fotões de alta energia são progressivamente absorvidos nas colisões. Entre a termosfera e a tropopausa (na qual o efeito do aquecimento da Terra começa a diminuir), ocorre uma «protuberância térmica», no gráfico que compara temperatura e altitude, a um nível denominado estratopausa. Isto deve-se aos fotões ultravioletas de maior comprimento de onda, que resistiram à travessia das camadas superiores; aqui, encontram moléculas que dissociam em átomos. Estes átomos podem eventualmente voltar a ligar-se mas, geralmente, em combinações diferentes das anteriores; em especial, podem formar-se muitas moléculas de ozono (ternos de átomos de oxigénio). O ozono absorve melhor a radiação ultravioleta do que as moléculas comuns de oxigénio (formadas por dois átomos), e é a camada de ozono que impede a chegada de quantidades letais de radiação ultravioleta à superfície da Terra.


Muito acima da atmosfera, até agora descrita, situam-se as cinturas de radiação de Van Allen. São regiões nas quais as partículas ionizadas de alta energia, provenientes do Sol (como o chamado vento solar), foram capturadas pelo campo magnético terrestre. A cintura interna (a cerca de 1600 km de altitude) contém essencialmente protões e a cintura externa (a cerca de 2000 km) contém principalmente electrões. Por vezes, os electrões deslocam-se, em espiral, em direcção à Terra, especialmente em latitudes polares, onde o campo magnético é mais forte. Quando estas partículas colidem com os átomos e iões da termosfera, há emissão de luz. É esta a origem das luminescências visíveis nos céus de regiões próximas dos pólos, conhecidas por aurora boreal (a do hemisfério norte) e aurora austral (a do hemisfério sul).


Um fenómeno originado por um mecanismo idêntico, mas mais ténue e disperso, é denominado luminescência.


Durante períodos de intensa actividade solar, a atmosfera dilata-se e sofre uma variação de 10 a 20% na sua densidade. Uma das consequências desta situação é o afastamento dos satélites artificiais das suas órbitas normais, tornando-se impossível prever, com exactidão, o momento da regularização da sua trajectória.


Outros componentes da atmosfera podem ser encontradas em locais específicos: compostos de enxofre e azoto em cidades, sais sobre os oceanos e, por toda a parte, poeiras compostas por partículas inorgânicas, matéria orgânica em decomposição, pequenas sementes, pólen de plantas e bactérias.


In Biblioteca Universal da Texto Editora > http://www.universal.pt

21
Ago05

Bomba Atómica

nelsonfq
bombaatomica.jpg 
Bomba criada na década de 1940 nos Estados Unidos da América. Esta bomba obtinha a sua força explosiva através da fissão nuclear como resultado de uma reacção em cadeia a nível dos neutrões.

As pesquisas começaram em Inglaterra em 1940, tendo sido transferidas para os EUA após estes terem entrado na II Guerra Mundial, no ano seguinte. Conhecido pelo nome de «Projecto Manhattan», o trabalho foi conduzido sob a direcção do físico americano Oppenheimer, em Los Alamos, no Novo México.


Após uma explosão de teste, foram largadas duas bombas nas cidades japonesas de Hiroshima (6 Agosto de 1945) e Nagasaki (9 Agosto de 1945); a bomba largada em Hiroshima era tão potente como 12 700 toneladas de TNT e a de Nagasaki era equivalente a 22 000 toneladas. A URSS detonou pela primeira vez uma bomba atómica em 1949.


A bomba atómica actua da seguinte forma:


O início da explosão de uma bomba corresponde ao início de uma reacção em cadeia, que ocorre em pleno ar, ou seja, antes de cair no solo. Ao ser detonada, a temperatura do epicentro chega a milhões de graus Celsius.


Após um tempo correspondente a 10/4 de segundo, a bomba já se transformou numa gigantesca massa gasosa, que emite grandes quantidades de radiação ultravioleta e também raios-X, sendo essas radiações tão poderosas que podem destruir a retina do olho de uma pessoas que olhe para a explosão directamente.


Até aos 6 segundos, a radiação é absorvida e transforma-se numa bola de fogo, sendo que a sua evolução destrói todos os materiais inflamáveis num raio de 1 km.


Após os 6 segundos, a bola de fogo chega até ao solo e começa a destruição, iniciando uma onda de devastação que se propaga num deslocamento de ar, próximo de 200 a 400 km/h.


Dois minutos depois, a esfera de fogo toma a forma de um cogumelo, que atinge a estratosfera. As partículas radioactivas espalham-se pela atmosfera, sendo possível a sua precipitação em pontos diferentes do planeta, durante vários anos.


O desenvolvimento da bomba de hidrogénio, em 1950, tornou a bomba atómica obsoleta.


In Biblioteca Universal da Texto Editora > http://www.universal.pt

20
Ago05

Fusão Nuclear

nelsonfq

Em Junho de 2005 foi decidido que Cadarache, na França, é o local onde será construído o primeiro reactor experimental de fusão nuclear para a produção de energia eléctrica. O ITER será construído durante os próximos 30 anos. O projecto envolve a União Europeia, os Estados Unidos, a Rússia, o Japão, a Coreia do Sul e a China.


A fusão nuclear é a reacção nuclear que, na natureza, produz a energia nas estrelas.


Um mini-dossiê da Texto Editora tenta responder às principais questões sobre a fusão nuclear.


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Alguns fenómenos do universo têm sido seguidos atentamente pelos físicos e não é por acaso: a ciência consegue hoje explicar como é que as estrelas produzem a sua própria energia através da fusão.
Sabe-se que o fenómeno ocorre a uma temperatura que ronda os 10 milhões de graus centígrados, formando o plasma. Este é o quarto estado da matéria que os físicos tentam reproduzir em laboratório.
Para formar o plasma são precisos reactores de fusão bastante complexos, que utilizam dois isótopos do hidrogénio: o deutério, que pode ser extraído da água, e o trítio, que poderá ser produzido a partir de um metal, o lítio, leve e abundante na natureza. Na prática, basta um grama deste combustível para produzir energia equivalente à que se obtém a partir de 11 toneladas de carvão.

Durante a fusão nuclear ocorre uma reacção química nuclear em que há uma redução de massa e libertação de energia. No reactor nuclear, esta energia provoca o aquecimento da água, que se transforma em vapor, o qual vai mover as turbinas, que porovocam a produção de energia eléctrica no gerador (alternador). Este processo, desde o aquecimento da água é igual ao que se verifica numa central termoeléctrica.

In
http://www.2010.pt

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